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Meia Praia vai ganhar 3 vezes mais areia: o que a obra de R$ 60 milhões muda para quem quer comprar

Meia Praia vai ganhar 3 vezes mais areia: o que a obra de R$ 60 milhões muda para quem quer comprar
Publicado em 09/Jun/2026

Um projeto de R$ 60 milhões — metade da Prefeitura de Itapema, metade do Governo de Santa Catarina — vai adicionar entre 20 e 60 metros de areia ao longo de 4,75 quilômetros de orla da Meia Praia. A Licença Ambiental de Instalação foi aprovada em maio de 2026 pelo IMA/SC. O início das obras está previsto para agosto, depois do período de defeso da tainha, com conclusão em até quatro meses — antes da temporada de verão 2026/2027.

Para quem já tem apartamento na Meia Praia ou está avaliando comprar: isso não é promessa de campanha. É uma obra com licença emitida, edital em andamento e data no calendário.

Como a Meia Praia é hoje — e por que isso importa

Trabalho nessa orla há mais de vinte anos. Vi o bairro mudar de patamar várias vezes.

Lembro da Meia Praia antes de ter calçadão. Era uma outra praia. Quando o calçadão ficou pronto, os preços mudaram de patamar — não foi gradual, foi um salto. Depois veio mais um ciclo, os edifícios de alto padrão na frente mar começaram a aparecer, o perfil do comprador mudou. Cada transformação empurrou o bairro um degrau acima. Já vi esse movimento acontecer mais de uma vez, da mesma forma: quem estava posicionado antes da obra saiu na frente.

O interessante é que, nesse período todo, a Meia Praia carregou um defeito que todo comprador de fora logo notava: a praia era estreita. Em muitos pontos, com a maré alta, sobrava pouco espaço entre a orla e o calçadão. E mesmo assim o bairro se consolidou como o mais valorizado de Itapema. As pessoas compravam apesar da praia estreita — pelo bairro, pela orla organizada, pela proximidade do centro, pela liquidez na temporada.

Agora esse ponto fraco vai deixar de existir.

O que vai ser feito: os números do projeto

O projeto prevê a injeção de até 498 mil metros cúbicos de areia ao longo de 4.750 metros de costa — do molhe do Perequê até o molhe do Tabuleiro das Oliveiras. A areia vem de uma jazida submarina a cerca de 19 quilômetros da costa, com granulometria compatível com a areia nativa. A técnica se chama alimentação artificial de praia, e já é usada em outros pontos do litoral brasileiro e internacional.

A ampliação não é uniforme: vai de 20 a 60 metros de largura a mais, dependendo do trecho. Os pontos mais estreitos da orla devem receber o maior volume proporcional de areia.

O investimento total é de R$ 60 milhões — R$ 30 milhões do município e R$ 30 milhões do estado.

Quando começa e quando termina?

A Licença Ambiental de Instalação foi emitida pelo IMA/SC em 6 de maio de 2026. Com ela em mãos, o município pode fechar o edital e avançar para a licitação. Em junho de 2026, esse processo ainda está em andamento — a obra ainda não foi contratada.

O início previsto é agosto de 2026, depois do período de defeso. O prazo de execução é de quatro meses, o que coloca a conclusão antes da temporada de verão 2026/2027.

Uma ressalva que considero honesta dizer: prazo de obra depende de licitação concluída, contrato assinado e condições climáticas. O cronograma é o que o município anunciou publicamente. Sigo acompanhando e atualizo aqui se houver mudança.

O que muda para quem já tem apartamento na Meia Praia?

Pensa assim: hoje, um apartamento de frente para o mar na Meia Praia tem como principal argumento de temporada a vista e a localização. A praia em si sempre foi o ponto mais fraco da conversa. Com 20 a 60 metros a mais de areia, esse argumento se fortalece direto — mais espaço significa mais conforto para o hóspede, que tende a pagar melhor pela diária e a voltar mais vezes.

Para quem administra o imóvel via temporada, uma orla mais larga aumenta a atratividade em relação a outros destinos do litoral catarinense. A Meia Praia já tinha localização e infraestrutura. Agora vai ter praia de tamanho proporcional ao padrão do bairro.

Liquidez também melhora. Imóvel mais atrativo para alugar é imóvel mais fácil de vender quando você quiser sair. Essa é a equação.

Faz sentido comprar antes da obra ficar pronta?

Vou ser direto: quem compra depois que a obra é entregue paga o preço que já refletiu a melhoria. Quem compra antes compra a perspectiva — e assume o risco de que o prazo escorregue ou que a melhoria não se traduza exatamente como esperado.

No caso da Meia Praia em junho de 2026, o que existe é: licença ambiental aprovada, financiamento confirmado, edital em andamento e data pública de início. Não é boato nem especulação de campanha eleitoral. É um projeto com número de processo, aprovação de órgão ambiental estadual e assinatura de governador.

Não vou cravar percentual de valorização — seria desonesto da minha parte, porque não existe fórmula exata para isso. Mas posso dizer o que observei ao longo de mais de vinte anos aqui: todo salto de qualidade de infraestrutura na Meia Praia foi absorvido pelo preço dos imóveis. Sempre. A direção que essa obra empurra é clara, mesmo que o quanto seja incerto.

Se você está com dinheiro disponível e a Meia Praia estava no seu radar de qualquer forma, esperar a obra terminar para comprar é uma estratégia válida. Só que você vai comprar mais caro e com menos opção — porque os imóveis nessa faixa de mercado se movimentam rápido.

Perguntas frequentes

Quais trechos da Meia Praia vão ganhar mais areia?

O projeto cobre toda a extensão entre o molhe do Perequê e o molhe do Tabuleiro das Oliveiras — 4,75 quilômetros no total. A ampliação varia de 20 a 60 metros dependendo do trecho, com os pontos mais estreitos tendendo a receber proporcionalmente mais areia. Até agora não há mapa oficial divulgado com o detalhamento trecho a trecho.

A obra vai atrapalhar a temporada de verão de 2026?

Não. O início está previsto para agosto de 2026, fora da temporada. O prazo de execução é de quatro meses, com conclusão prevista antes do verão 2026/2027. A expectativa é que a temporada aconteça já com a praia nova.

O alargamento muda a vista dos apartamentos de frente para o mar?

A areia vai ser adicionada na faixa entre o calçadão e o mar — então a vista panorâmica dos apartamentos continua. O que muda é a profundidade da praia: mais espaço entre o edifício e a água. Para a maioria dos apartamentos de frente mar, isso é positivo: a praia fica mais generosa sem bloquear nada.

Depois da obra, os preços vão subir muito?

Não tenho como garantir percentual. O que dá para dizer é que a Meia Praia já registra valorização consistente há anos — o metro quadrado de Itapema acumula alta expressiva nos últimos cinco anos, segundo o índice FipeZap. Uma melhoria de infraestrutura desse porte não costuma empurrar o preço para baixo. Mas comprar imóvel por expectativa de valorização sem considerar o seu momento financeiro e o imóvel que faz sentido para você é um erro que já vi acontecer. Por isso, conversar antes de decidir faz toda a diferença.

Tenho mais de vinte anos acompanhando o mercado imobiliário de Itapema, e a Meia Praia sempre foi onde as transformações mais importantes aconteceram. Esta é a maior melhoria de orla que vi ser planejada para o bairro na minha carreira. Se você quiser entender o que isso significa para o seu imóvel — ou para o que está pensando em comprar —, me chame.

Alex Marchese
Corretor de imóveis há mais de 20 anos em Itapema | Portal Imóveis Itapema

Fale comigo pelo WhatsApp

Um projeto de R$ 60 milhões — metade da Prefeitura de Itapema, metade do Governo de Santa Catarina — vai adicionar entre 20 e 60 metros de areia ao longo de 4,75 quilômetros de orla da Meia Praia. A Licença Ambiental de Instalação foi aprovada em maio de 2026 pelo IMA/SC. O início das obras está previsto para agosto, depois do período de defeso da tainha, com conclusão em até quatro meses — antes da temporada de verão 2026/2027.

Para quem já tem apartamento na Meia Praia ou está avaliando comprar: isso não é promessa de campanha. É uma obra com licença emitida, edital em andamento e data no calendário.

Como a Meia Praia é hoje — e por que isso importa

Trabalho nessa orla há mais de vinte anos. Vi o bairro mudar de patamar várias vezes.

Lembro da Meia Praia antes de ter calçadão. Era uma outra praia. Quando o calçadão ficou pronto, os preços mudaram de patamar — não foi gradual, foi um salto. Depois veio mais um ciclo, os edifícios de alto padrão na frente mar começaram a aparecer, o perfil do comprador mudou. Cada transformação empurrou o bairro um degrau acima. Já vi esse movimento acontecer mais de uma vez, da mesma forma: quem estava posicionado antes da obra saiu na frente.

O interessante é que, nesse período todo, a Meia Praia carregou um defeito que todo comprador de fora logo notava: a praia era estreita. Em muitos pontos, com a maré alta, sobrava pouco espaço entre a orla e o calçadão. E mesmo assim o bairro se consolidou como o mais valorizado de Itapema. As pessoas compravam apesar da praia estreita — pelo bairro, pela orla organizada, pela proximidade do centro, pela liquidez na temporada.

Agora esse ponto fraco vai deixar de existir.

O que vai ser feito: os números do projeto

O projeto prevê a injeção de até 498 mil metros cúbicos de areia ao longo de 4.750 metros de costa — do molhe do Perequê até o molhe do Tabulão das Oliveiras. A areia vem de uma jazida submarina a cerca de 19 quilômetros da costa, com granulometria compatível com a areia nativa. A técnica se chama alimentação artificial de praia, e já é usada em outros pontos do litoral brasileiro e internacional.

A ampliação não é uniforme: vai de 20 a 60 metros de largura a mais, dependendo do trecho. Os pontos mais estreitos da orla devem receber o maior volume proporcional de areia.

O investimento total é de R$ 60 milhões — R$ 30 milhões do município e R$ 30 milhões do estado.

Quando começa e quando termina?

A Licença Ambiental de Instalação foi emitida pelo IMA/SC em 6 de maio de 2026. Com ela em mãos, o município pode fechar o edital e avançar para a licitação. Em junho de 2026, esse processo ainda está em andamento — a obra ainda não foi contratada.

O início previsto é agosto de 2026, depois do período de defeso. O prazo de execução é de quatro meses, o que coloca a conclusão antes da temporada de verão 2026/2027.

Uma ressalva que considero honesta dizer: prazo de obra depende de licitação concluída, contrato assinado e condições climáticas. O cronograma é o que o município anunciou publicamente. Sigo acompanhando e atualizo aqui se houver mudança.

O que muda para quem já tem apartamento na Meia Praia?

Pensa assim: hoje, um apartamento de frente para o mar na Meia Praia tem como principal argumento de temporada a vista e a localização. A praia em si sempre foi o ponto mais fraco da conversa. Com 20 a 60 metros a mais de areia, esse argumento se fortalece direto — mais espaço significa mais conforto para o hóspede, que tende a pagar melhor pela diária e a voltar mais vezes.

Para quem administra o imóvel via temporada, uma orla mais larga aumenta a atratividade em relação a outros destinos do litoral catarinense. A Meia Praia já tinha localização e infraestrutura. Agora vai ter praia de tamanho proporcional ao padrão do bairro.

Liquidez também melhora. Imóvel mais atrativo para alugar é imóvel mais fácil de vender quando você quiser sair. Essa é a equação.

Faz sentido comprar antes da obra ficar pronta?

Vou ser direto: quem compra depois que a obra é entregue paga o preço que já refletiu a melhoria. Quem compra antes compra a perspectiva — e assume o risco de que o prazo escorregue ou que a melhoria não se traduza exatamente como esperado.

No caso da Meia Praia em junho de 2026, o que existe é: licença ambiental aprovada, financiamento confirmado, edital em andamento e data pública de início. Não é boato nem especulação de campanha eleitoral. É um projeto com número de processo, aprovação de órgão ambiental estadual e assinatura de governador.

Não vou cravar percentual de valorização — seria desonesto da minha parte, porque não existe fórmula exata para isso. Mas posso dizer o que observei ao longo de mais de vinte anos aqui: todo salto de qualidade de infraestrutura na Meia Praia foi absorvido pelo preço dos imóveis. Sempre. A direção que essa obra empurra é clara, mesmo que o quanto seja incerto.

Se você está com dinheiro disponível e a Meia Praia estava no seu radar de qualquer forma, esperar a obra terminar para comprar é uma estratégia válida. Só que você vai comprar mais caro e com menos opção — porque os imóveis nessa faixa de mercado se movimentam rápido.

Perguntas frequentes

Quais trechos da Meia Praia vão ganhar mais areia?

O projeto cobre toda a extensão entre o molhe do Perequê e o molhe do Tabulão das Oliveiras — 4,75 quilômetros no total. A ampliação varia de 20 a 60 metros dependendo do trecho, com os pontos mais estreitos tendendo a receber proporcionalmente mais areia. Até agora não há mapa oficial divulgado com o detalhamento trecho a trecho.

A obra vai atrapalhar a temporada de verão de 2026?

Não. O início está previsto para agosto de 2026, fora da temporada. O prazo de execução é de quatro meses, com conclusão prevista antes do verão 2026/2027. A expectativa é que a temporada aconteça já com a praia nova.

O alargamento muda a vista dos apartamentos de frente para o mar?

A areia vai ser adicionada na faixa entre o calçadão e o mar — então a vista panorâmica dos apartamentos continua. O que muda é a profundidade da praia: mais espaço entre o edifício e a água. Para a maioria dos apartamentos de frente mar, isso é positivo: a praia fica mais generosa sem bloquear nada.

Depois da obra, os preços vão subir muito?

Não tenho como garantir percentual. O que dá para dizer é que a Meia Praia já registra valorização consistente há anos — o metro quadrado de Itapema acumula alta expressiva nos últimos cinco anos, segundo o índice FipeZap. Uma melhoria de infraestrutura desse porte não costuma empurrar o preço para baixo. Mas comprar imóvel por expectativa de valorização sem considerar o seu momento financeiro e o imóvel que faz sentido para você é um erro que já vi acontecer. Por isso, conversar antes de decidir faz toda a diferença.

Tenho mais de vinte anos acompanhando o mercado imobiliário de Itapema, e a Meia Praia sempre foi onde as transformações mais importantes aconteceram. Esta é a maior melhoria de orla que vi ser planejada para o bairro na minha carreira. Se você quiser entender o que isso significa para o seu imóvel — ou para o que está pensando em comprar —, me chame.

Alex Marchese
Corretor de imóveis há mais de 20 anos em Itapema | Portal Imóveis Itapema

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