Você já pesquisou Itapema. Mandou foto de apartamento no WhatsApp pra alguém da família. Comparou um ou dois lançamentos. Voltou pro trabalho, ficou mais um mês na dúvida. Pesquisou de novo. E repetiu.
Isso acontece com muita gente. A dúvida é real, o dinheiro é sério e ninguém quer errar numa compra dessas. Eu entendo isso de sobra.
Só que enquanto a galera ficava nesse vai e volta, aconteceu uma coisa que muda a conta: em 6 de maio de 2026, a Prefeitura de Itapema recebeu a licença ambiental para o maior alargamento de praia da história da cidade. Não é projeto no papel. Não é promessa de campanha. A licença foi emitida — e o contrato pode começar.
Isso muda o cálculo de quem está pesquisando. Deixa eu explicar por quê.
O que está acontecendo com a Meia Praia?
O Instituto do Meio Ambiente (IMA) emitiu a Licença Ambiental de Instalação para uma obra de engenharia de grande porte: o bombeamento de areia do fundo do mar direto para a faixa de praia de Itapema. A fonte é o ND+, que acompanhou o processo de perto.
O volume é impressionante — entre 416 mil e 498 mil metros cúbicos de areia. A obra vai cobrir 4,75 quilômetros de orla, da foz do rio Perequê até o Tabuleiro das Oliveiras. O custo total é de R$ 60 milhões, com R$ 30 milhões do próprio município e o restante do Estado.
A licença ambiental é exatamente o que trava obra pública por anos. Aqui ela saiu. Agora é questão de executar.
O prefeito de Itapema foi bem categórico sobre o que espera: afirmou que vai ser "o metro quadrado mais valorizado do Brasil". Não é nossa promessa, é aposta da gestão municipal. Mas quando o responsável pela cidade fala assim sobre um investimento do próprio bolso, vale a pena registrar.
As obras devem começar em agosto de 2026, depois do período de defeso marinho, com duração estimada de quatro meses. Ou seja, a previsão é que a praia esteja alargada antes da temporada 2026/2027.
O que até 60 metros a mais de praia significam na prática?

Quem já foi a Itapema no verão sabe como fica. Em dezembro e janeiro a praia enche, a faixa de areia fica estreita, o pessoal se espreme. Com até 60 metros a mais ao longo de boa parte da orla, isso muda bastante.
Praia mais larga comporta mais gente sem parecer lotada. Isso tem peso tanto pra quem mora quanto pra quem aluga.
Pro morador, o visual muda de cara — a janela que antes enquadrava mar e multidão passa a enquadrar mar e areia. Pro locatário de temporada, a experiência na praia melhora. E quando a experiência melhora, a demanda por aluguel aumenta. Não é garantia de nada, mas é lógica simples: destino melhor atrai mais gente, e mais gente querendo ficar aquece quem tem imóvel na região.
Não vou inventar percentual de valorização. Ninguém pode. Mas obra de infraestrutura que melhora a experiência de um destino turístico tem um efeito real na percepção das pessoas — e percepção importa muito no mercado imobiliário de praia. Isso eu já vi acontecer mais de uma vez aqui.
Por que quem está pensando em comprar precisa prestar atenção nisso agora?
Vou ser direto, sem alarmismo.
Obras públicas de infraestrutura seguem um ciclo que eu já vi se repetir: antes de começar, o mercado quase não reage. Durante a obra, quem já está comprado começa a sentir o movimento. Quando termina e as fotos circulam, o preço já refletiu boa parte da mudança.
Não estou dizendo que vai valorizar X%. Não sei e ninguém sabe. O que estou dizendo é que esse projeto muda a percepção de Itapema — e a licença já saiu, o dinheiro está separado, o contrato vai acontecer.
Quem comprar antes da conclusão da obra compra pelo preço que o mercado pratica hoje. Quem esperar a praia pronta pra decidir vai pagar pelo preço de depois. Simples assim.
A decisão é do comprador. Mas a informação precisa estar na mesa.
Itapema já estava crescendo — isso só confirma a direção
O alargamento da praia não é um capítulo isolado. Ele cai num contexto que já vinha se formando:
- Itapema está entre as cidades que mais crescem no litoral de SC. A migração de famílias do Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul vem aumentando há anos, e aqui na Portal a gente sente isso toda semana.
- A Meia Praia é o bairro mais procurado. Toda semana chega cliente que veio direto pesquisar lá — é a primeira parada de quem busca imóvel na cidade.
- A infraestrutura urbana acompanhou. Hoje Itapema tem comércio, gastronomia, acesso fácil pela BR-101 e uma estrutura que já não depende de Balneário Camboriú como referência.
- O público do Mercosul continua presente. Argentinos, paraguaios e uruguaios que já conhecem a orla catarinense enxergam Itapema como alternativa real — e uma praia mais larga só reforça esse apelo.
O alargamento é o próximo capítulo de uma história que já estava sendo escrita. Ele não cria o movimento — ele empurra o que já estava andando.
Perguntas frequentes
A obra do alargamento já tem data confirmada?
Sim, dentro do que foi anunciado. A licença ambiental foi emitida em 6 de maio de 2026 e as obras estão previstas para começar em agosto de 2026, depois do período de defeso. A duração estimada é de quatro meses. Como qualquer obra pública, pode ter ajuste — mas a licença saiu, e esse era o principal obstáculo.
O alargamento vai afetar quem já tem apartamento na Meia Praia?
A tendência é positiva. A obra aumenta a faixa de areia ao longo de quase 5 quilômetros de orla — quem já tem imóvel na região pode se beneficiar da melhora na experiência da praia e do aumento na procura por aluguel de temporada. Durante as obras vai ter movimentação de equipamentos na orla, mas o período é curto.
Vale mais a pena comprar antes ou depois da obra?
Antes de a obra terminar, o preço ainda não incorporou o resultado final. Quando a praia estiver pronta e as fotos espalharem, o mercado já tende a ter reagido. Quem compra antes compra com o cenário de hoje. Não dá para garantir valorização — mas essa diferença de momento existe e é real. Quem me conhece sabe que eu não fico empurrando compra, mas também não deixo de falar a verdade quando vejo o que estou vendo agora.
Qual é o preço médio de um apartamento na Meia Praia hoje?
Varia muito conforme o andar, a vista, o acabamento e se é novo ou usado. Na faixa mais movimentada aqui na Portal, a gente trabalha com apartamentos entre R$ 600 mil e R$ 1,5 milhão. Pra saber o que está disponível agora dentro do seu orçamento, o melhor é conversar direto — o mercado muda rápido e o que importa é o que está disponível no dia da sua busca.
Como saber se um apartamento na Meia Praia é bom para aluguel por temporada?
Tem alguns critérios que a gente já observa há anos: proximidade da praia (quanto mais perto, mais fácil locar), andar e vista (apartamento com vista pro mar tem taxa de ocupação melhor na temporada) e infraestrutura do condomínio (piscina, academia e churrasqueira fazem diferença pra quem vem de férias). Também importa saber se o condomínio permite locação por temporada — isso nem sempre está claro no anúncio, e é uma das primeiras perguntas que a gente faz antes de qualquer indicação.
Vale a pena comprar apartamento na Meia Praia agora?
Depende do que você está buscando — mas se a pergunta é se o momento faz sentido, a resposta honesta é: raramente a Meia Praia esteve com tantos argumentos a favor ao mesmo tempo. Obra de infraestrutura na orla, cidade crescendo, demanda aquecida. Não é garantia de nada, mas é o tipo de confluência que, olhando para trás, costuma fazer diferença.
Chega de pesquisa — vamos conversar
Escrevo isso porque acompanho esse mercado há mais de vinte anos e sei que a maioria das pessoas que "ainda estão pensando" não está com falta de coragem — está com falta de alguém que explique o cenário de forma honesta, sem querer empurrar nada.
Se você quer entender o que está disponível na Meia Praia agora, quanto custa de verdade e se faz sentido pro seu caso, me chama no WhatsApp. A conversa é sem compromisso.
Alex Marchese — CRECI/SC 15.735 — Portal Imóveis Itapema
Falar com o Alex no WhatsApp