Pelo índice FipeZap de maio de 2026, divulgado em 2 de junho, Itapema chegou a R$ 15.226/m² e ultrapassou Balneário Camboriú (R$ 15.215/m²) — assumindo pela primeira vez o posto de metro quadrado mais caro do Brasil. São R$ 11 de diferença. Parece pouco. Mas o que esse número representa vai muito além da comparação entre dois vizinhos.
Na minha visão, isso não é sinal de alerta. É o mercado reconhecendo, em público, o que quem vive e trabalha aqui já sabia há anos.
O que é o FipeZap e por que esse número importa?
O Índice FipeZap é o principal termômetro do mercado imobiliário brasileiro. Ele monitora o preço médio de venda em dezenas de cidades, com base em anúncios reais. Não é projeção, não é estimativa de incorporadora — é o que está sendo ofertado de verdade no mercado.
Quando o FipeZap coloca Itapema no topo, significa que os imóveis aqui estão sendo anunciados, negociados e valorizados acima de qualquer outra cidade do país. Incluindo São Paulo, Rio, Brasília e, agora, também Balneário Camboriú.
E o dado vai além de uma virada entre dois vizinhos: Santa Catarina concentra quatro das cinco cidades mais caras para comprar imóvel no Brasil. O litoral catarinense não é mais exceção — virou referência nacional.
Como Itapema chegou aqui?
A virada não aconteceu de uma hora para outra. Há cerca de um ano e meio, a diferença entre as duas cidades chegava a quase R$ 450/m². Hoje são R$ 11. Itapema cobriu esse espaço em marcha acelerada.
O que mudou nesse período? Algumas coisas ao mesmo tempo.
Novos lançamentos em ritmo acelerado. Itapema ainda tem terreno disponível para construir. BC está praticamente saturada em termos de expansão territorial. Aqui a oferta de lançamentos é maior — e quando os empreendimentos são bem posicionados, eles puxam a média para cima.
Obras estruturantes em andamento. O alargamento da orla da Meia Praia, a marina do Canto da Praia e o pacote de obras de R$ 250 milhões aprovado pela Câmara estão transformando a cidade em outra escala. Não é pintura de calçada — é infraestrutura que muda a percepção de quem compra.
A It!Wheel chegando. A roda-gigante prevista para 2026 ainda não está operando. Quando estiver, vai ser mais um argumento concreto de atração turística e de valorização do entorno.
Nada disso aconteceu isolado. Foi um acúmulo — e o mercado reagiu a tudo de uma vez.
Itapema e Balneário Camboriú são mercados diferentes — ou estão se parecendo?
Essa é a pergunta que ouço bastante de quem compara as duas cidades antes de decidir.
BC é um mercado consolidado, com pouquíssimo terreno disponível, demanda qualificada e liquidez construída ao longo de décadas. Quem comprou lá há 10 anos e quer vender hoje tem um ativo muito valorizado e com comprador. É um mercado maduro.
Itapema é diferente: ainda está crescendo. Tem espaço físico para expandir, tem obras que ainda não foram entregues, tem projetos que ainda não geraram o impacto completo no preço. O que isso significa na prática? Que quem compra agora está entrando antes de a cidade estar pronta.
Isso não é defeito. É exatamente a janela de oportunidade.
O metro quadrado subiu — ficou tarde para comprar?
Não. E vou explicar com base no que tenho visto ao longo de mais de 20 anos nesse mercado.
Quando o preço sobe, muita gente lê como sinal de que "perdeu a hora". Mas o mercado imobiliário não funciona como bolsa de valores — o preço alto de hoje não é necessariamente o teto de amanhã, especialmente quando há fatores concretos que ainda não foram precificados.
Pensa assim: as obras do alargamento da Meia Praia não foram entregues. A It!Wheel ainda não abriu. A marina do Canto da Praia ainda está sendo construída. O pacote de infraestrutura de R$ 250 milhões está em execução. Tudo isso vai acontecer depois que você comprar — e o mercado vai continuar reagindo.
Quem olhou para Balneário Camboriú há cinco anos e pensou "tá caro, vou esperar" está olhando para o preço de hoje com arrependimento. Não estou dizendo que o mesmo vai acontecer em Itapema — ninguém garante nada em imóvel. Mas os fundamentos estão todos apontando na mesma direção.
O ponto mais importante: caro ou barato em m² não é a pergunta certa. A pergunta certa é se aquele imóvel específico, naquele bairro, naquela metragem, faz sentido pro seu objetivo. Tem apartamento bem localizado na Meia Praia que ainda entrega retorno excelente. Tem lançamento na planta com preço que vai parecer muito bom quando a obra entregar. Quem conhece o mercado sabe onde estão essas oportunidades — e é aí que eu consigo ajudar.
Para quem faz mais sentido comprar em Itapema hoje?
- Para quem quer segunda moradia perto do mar, com qualidade de vida e infraestrutura crescendo ao redor. A Meia Praia, em especial, reúne lazer, comércio e fácil acesso — sem precisar depender de carro para tudo.
- Para o investidor que pensa em renda por temporada. Itapema tem fluxo turístico forte e crescente, e os projetos de infraestrutura turística vão ampliar esse fluxo. Imóvel bem localizado gera ocupação boa e retorno consistente.
- Para quem compara com BC e quer uma entrada mais acessível num mercado com trajetória parecida. O preço médio de Itapema ainda permite negociações que BC há muito não oferece mais.
- E para quem quer comprar antes que o próximo ciclo de obras entregue tudo e o mercado precifique esse novo patamar.
Perguntas frequentes
Qual bairro de Itapema tem o m² mais caro?
A Meia Praia concentra os imóveis mais valorizados, especialmente os apartamentos de frente para o mar ou com vista desobstruída. O Canto da Praia também está em alta, impulsionado pela marina em construção. O Centro tem boa oferta com preços mais variados. Cada bairro tem um perfil diferente — o certo depende do que você está buscando.
Vale mais a pena comprar na planta ou pronto?
Depende do objetivo. Na planta, o preço de entrada costuma ser menor e há potencial de valorização até a entrega. Mas existe o risco do prazo e de a incorporadora não cumprir o que prometeu — por isso a escolha da construtora importa muito. O imóvel pronto traz segurança: você vê o que está comprando, pode alugar imediatamente e não depende de prazo de obra. Não há resposta universal — é uma conversa que precisa considerar o seu perfil e o imóvel específico.
Itapema ainda vai valorizar depois de virar a mais cara do Brasil?
Nenhum corretor honesto vai dar garantia de valorização futura — isso seria irresponsável. O que posso dizer é que os fundamentos estão sólidos: obras em andamento, infraestrutura turística sendo ampliada, demanda regional e internacional crescente. O histórico recente mostra uma trajetória consistente. Mas imóvel é investimento de longo prazo, e cada caso precisa ser analisado individualmente.
Como saber se estou fazendo um bom negócio em Itapema?
Comparando imóveis semelhantes na mesma região, entendendo o que está precificado e o que ainda não está, e conhecendo o histórico do imóvel ou do lançamento. Um bom negócio raramente aparece só olhando para o preço do m² — ele aparece quando você entende o mercado local de verdade. É exatamente aí que faz diferença conversar com alguém que está nesse mercado há mais de 20 anos.
Esse é o tipo de notícia que algumas pessoas leem como sinal de alerta. Eu leio como confirmação. Itapema chegou onde chegou porque tem fundamentos reais — e os próximos capítulos ainda estão sendo escritos.
Se você está pensando em comprar ou investir aqui, posso te mostrar onde estão as melhores oportunidades da região e o que faz mais sentido pro seu momento específico. Fale comigo pelo WhatsApp.
Alex Marchese
Corretor há mais de 20 anos em Itapema | Portal Imóveis Itapema
www.portalimoveisitapema.com.br | @alex.portalimoveis